INOVAÇÃO - 05/08/2010 Versão para impressão Enviar por e-mail

Engenheiro apresenta tecnologias menos invasivas para diagnóstico de doenças

Um dos programas utiliza uma caneta térmica para detectar câncer de mama. Palestra será nesta sexta-feira na Faculdade de Ciências da Saúde
Cecília Lopes - Da Secretaria de Comunicação da UnB

O diagnóstico de câncer de mama pode ser menos invasivo e indolor. Nova tecnologia utiliza uma caneta térmica que percorre por três minutos e meio cada seio e transmite para o computador as imagens dos nódulos, suas formas e dimensões. O engenheiro José Joaquim Lupi, um dos fundadores da Faculdade Integrada da Grande Fortaleza (FGF), estará na UnB nesta sexta-feira, 6 de agosto, para apresentar três softwares que usam programas de inteligência artificial para detectar doenças de maneira menos agressiva. As tecnologias serão apresentadas na palestra O cuidado da saúde integral assistida por computador. Será às 14h, no auditório 3 da Faculdade de Ciências da Saúde. 

Depois da mamografia, que dura em média sete minutos, o paciente leva o diagnóstico em 3D para o médico. A sessão custa em média R$ 180. “O mais importante dessas tecnologias é que não são invasivas. São eletrodos que ligam a pessoa ao computador, capazes de diagnosticar qualquer doença”, explica Lupi. “É diferente de uma ecografia, principalmente por não colocar a pessoa em contato com o raio x”.

A professora Moema Borges, do Laboratório de Pesquisa Sobre Pluralidade e Transpessoalidade do Cuidado em Enfermagem e Saúde da UnB, conta que ficou impressionada quando conheceu os programas. “Lupi estava em um congresso e os diagnósticos dele eram coerentes com o histórico médico das pessoas que foram avaliadas. Achei interessante mostrar para a universidade que existem outras tecnologias capazes de detectar doenças.”

OUTROS EXAMES - O Bio Laser é um laser infravermelho capaz de mapear 150 órgãos e tecidos do corpo humano. Detecta áreas específicas que podem estar com problemas. “Investigamos quais são as patologias dependendo da idade do paciente, do local da lesão e se a doença está progredindo”, conta Lupi. A sessão do Bio Laser custa R$ 200.

O Sistema de Interface de Operações do Inconsciente (SCIO), desenvolvido por um cientista americano há 28 anos, além de fazer o diagnóstico, amplia o bem-estar do paciente. Lupi afirma que o aparelho é capaz de reduzir estresse, amenizar depressões, alergias, insônias, dores musculares, artrite, reumatismo e, ainda, auxilia na redução de peso.

“Faço um reequilíbrio natural. É uma técnica que envolve medicina chinesa e convencional para cuidar de problemas físicos, mentais, neuro-emocionais e energéticos”, explica Lupi. Cada sessão com esse equipamento custa R$ 300 e dura cerca de 40 minutos. “É o mais completo e, acredito, que vai interessar a professores e alunos de todas as áreas da UnB.”

Nenhuma dessas tecnologias está disponível em hospitais de Brasília, apenas uma clínica veterinária possui o SCIO. São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Bahia e Recife já possuem os equipamentos.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.