O Palácio e Rio-Frio

A história "oficial" do Palácio de Rio-Frio ainda está para ser escrita. Existe falta de informação, registros que se queimaram e várias versões, nem sempre compatíveis entre si ou até mesmo sem maior fundamentação.

A nossa intenção é enriquecer a história de Rio-Frio e do seu Palácio, para o que trazemos aqui algumas fontes, além das que já estão espalhadas nos relatos da família Lupi deste site, que vêm assim ficar disponíveis para consulta e que o pesquisador poderá analisar quanto ao seu conteúdo e embasamento.


Existe uma história de que foi por iniciativa de António dos Santos Jorge em 1909 que foi mandado construir o Palácio de Rio-Frio. Nada encontramos que confirmasse a hipótese de Santos Jorge ter começado a administrar Rio Frio ainda em vida do tio (falecido em 1913), pelo que em 1909 só haveria Palácio por iniciativa de José Maria dos Santos, o que contraria toda a história conhecida sobre o seu estilo de administração. E, de facto, o livro do arquitecto José Luiz Monteiro fala de 1918 e a data da lareira é 1919.

[por Miguel Alves Caetano, de um livro de Maria de Lourdes Lupi d´Orey sobre o arquitecto que projectou o Palácio, que foi o Arq. José Luís Monteiro, no qual se escreve:]

“Palácio da Herdade de Santos Jorge, Rio Frio, 1918: Foi preciso José Luiz Monteiro esperar até aos 70 anos de idade, para ver erguer-se uma obra sua fora do distrito de Lisboa, mais concretamente este seu penúltimo projecto, também conhecido como Palácio de Rio Frio, no concelho de Palmela. O edifício foi mandado construir em 1918 por António Santos Jorge, sobrinho e herdeiro do maior latifundiário português do século XIX, José Maria dos Santos, proprietário da que era considerada na época a maior vinha do mundo.
Havia então quase vinte anos desde que Mestre Monteiro concebera um projecto de arquitectura residencial, o Chalet da Condessa de Cuba, em Paço d’Arcos, pelo que o seu regresso a esta tipologia foi necessariamente marcado por um longo período de reflexão.
Deixando para trás diversos projectos centrados em torno de revivalismos históricos, José Luís Monteiro revelou aqui não só uma profunda maturidade arquitectónica, mas também a partilha duma preocupação totalmente nova, nomeadamente a da pesquisa do modelo da casa portuguesa, cujo arauto – o arquitecto Raul Lino – fez publicar naquele mesmo ano o livro “A Nossa Casa”.
Quanto ao edifício, já classificado como o mais conseguido projecto de arquitectura doméstica de Mestre Monteiro, revela uma planta simétrica assente numa estrutura fundamentalmente clássica, situação mais evidente no alçado principal.”


Já em << http://www.jf-pinhalnovo.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=25&Itemid=34 >> temos o texto abaixo  (com grifos nossos) que situa a construção do palácio em 1909:

riofrio_palacio.jpgO PALÁCIO DE RIO FRIO

Mandado construir em 1909 (1918) por António dos Santos Jorge em terreno herdado do tio José Maria dos Santos, o palácio surpreende pela sua elegáncia e nobreza do traço arquitectónico, reforçados pelo exuberante jardim.

No interior, saliente-se a monumentalidade dos espaços e o preciosismo dos painéis de azulejo da autoria de Jorge Colaço, um dos nomes mais importantes da azulejaria portuguesa.. O Palácio é obra de José Ribeiro Júnior ou de Raúl Lino (é obra de José Luiz Monteiro, sendo nítida a influência de Raúl Lino), segundo suspeita (afirma) da atual proprietária Maria de Lurdes Lupi d'Orey. A casa encontra-se aberta ao Turismo de Habitação desde 1992.


 Veja mais sobre o O Palácio e Rio-Frio também num ótimo artigo em fortunecity.com


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