JacomeRatton.jpegJácome Ratton        (genealogia)
* França 07.07.1736 + Lisboa, Lisboa c. 1822
Pai: Jacques Ratton * c. 1710 e Mãe: Françoise Bellon * c. 1710

Jácome Ratton nasceu a 7 de Julho de 1736 em França, na cidade de Monestier de Briançon, vindo ainda jovem para Portugal, acompanhando os pais, Jacques Jácome Ratton e Françoise Bellon.

Os progenitores estabelecer-se-iam como comerciantes (importadores – exportadores), inicialmente no Porto (em sociedade com Jácome Bellon, tio de Jácome Ratton, o qual havia já estabelecido uma casa de comércio no Porto).

Pouco depois, viriam a alargar a sua actividade a Lisboa, onde se fixaram em 1747 (operando como agentes marítimos de grande número de casas francesas, inglesas e holandesas), altura em que o filho chegou a Portugal, aqui completando a sua educação, orientada no sentido do comércio.

Casou em 1758 com Ana Isabel Clamouse (* c. 1740), filha do cônsul francês no Porto, Bernardo Clamouse.

Optaria pela nacionalidade portuguesa na sequência da participação portuguesa na Guerra dos Sete Anos (1762).

Em 1764, começou por projectar uma fábrica de chitas, logo seguida de uma fábrica de papel e de fábricas de chapéus finos (em Elvas e em Lisboa), diversificando as suas actividades, inclusivamente com a exploração de marinhas de sal na Barroca de Alva (Alcochete) e plantação de árvores exóticas (introduzindo em Portugal o eucalipto), associando-se ao período de fomento industrial pombalino.

[ http://tomar.wordpress.com/2004/06/28/jacome-ratton-i/ - 07/04/2008]
veja também http://en.wikipedia.org/wiki/J%C3%A1come_Ratton .


Jácome Ratton (França, 7 de Julho de 1736 - Lisboa, c. 1821-1822), industrial e comerciante luso-francês do século XVIII e início do século XIX.

Veio ainda jovem para Portugal, onde já tinha familiares (um tio seu mantinha actividade mercantil no Porto). Em 1758 casou com a filha do cônsul francês em Portugal, e em 1762, durante a Guerra dos Sete Anos, naturalizou-se português. No quadro das políticas de fomento industrial pombalino, em 1764 projectou uma fábrica de tinturaria, outra de papel e ainda de chapelaria, em Elvas e Lisboa; ao mesmo tempo investia na exploração das salinas de Alcochete e à plantação de árvores exóticas em Portugal (foi ele o esponsável pela introdução do eucalipto entre nós). Em 1789 fundou uma fábrica de fiação de algodão em Tomar, a primeira do país a usar a nova tecnologia da revolução industrial - a máquina a vapor. Pela sua intensa actividade em prol e benefício do reino, recebeu o grau de Cavaleiro da Ordem de Cristo, tendo sido feito fidalgo da Casa Real. Com o início das Invasões Francesas (1807), foi tido por suspeito de colaboracionismo com os ocupantes, e conotado com os revolucionários jacobinos; foi preso em São Julião da Barra, tendo daí seguido para a ilha Terceira, e enfim para a Inglaterra, onde se exilou até 1816. Regressado a Lisboa, aí faleceu cerca de 1821 ou 1822. O bairro lisboeta do Rato é uma corruptela do seu apelido Ratton.

[ http://pt.wikipedia.org - 07/04/2008 ]


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