Os Lupi de Portugal

Nos finais do século XIX surgiram em Lisboa alguns membros de uma família Lupi, cuja ligação com os anteriormente referidos não está identificada. (1)

Em 1791 embarcou em Lisboa com destino para Goa, na nau “N.ª Sr.ª da Conceição e Santo António”, Vicente Lupi, natural de Roma, onde nasceu em 1773, filho de Miguel Angelo Lupi e de Vicencia Lupi, como podemos verificar no “Catálogo dos Livros do Assentamento da Gente de Guerra que veio do Reino para a Índia desde 1731 até 1811” de J.A. Ismael Gracias, publicado em Nova Goa em 1893, citado como fonte directa na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira.

Em 1797 encontrava-se em Lisboa, em casa dos Marqueses do Louriçal, o pai de Vicente, Miguel Ângelo Lupi. O 3º Marquês do Louriçal e 7º Conde da Ericeira foi D. Henrique de Menezes, que faleceu em 1787, tendo estado como embaixador em Madrid, encarregado de negociar em 1785 os contratos matrimoniais dos infantes de Portugal e de Espanha. D. Henrique de Menezes casou com D. Maria da Glória da Cunha, que lhe sobreviveu até 1825, e de quem teve um filho, D. Luís de Menezes Silveira, nascido em 1780. Foi neste período que se estabeleceu a relação com Miguel Ângelo Lupi. 

No final desse mesmo ano de 1797, chegou a Lisboa Francisco Lupi, filho de Miguel Ângelo, irmão de Vicente, que se fixou em Portugal e aqui constituiu família.

Francisco Lupi nasceu em Perugia, então cidade do Estado Pontifício. Ao chegar a Lisboa, em Dezembro de 1797, visitou seu pai, que estava alojado em casa dos Marqueses do Louriçal, onde também habitava nessa altura Mgr. Pacca, Núncio Apostólico em Portugal, através do qual conheceu Mgr. Caleppi, que veio a suceder aquele, em 1802, no cargo de Núncio. Em 1806, vagou na Nunciatura o cargo de “escrivão dos breves”, tendo Mgr. Caleppi convidado Francisco Lupi para o exercer.

Podemos ver parte desta história nos documentos existentes nos arquivos da Nunciatura, em Lisboa, encontrando-se cópia de uma parte no arquivo particular de Frederico Lupi (ver Documento anexo II) e também na já mencionada Grande Enciclopédia

A partir deste ano, e apenas com um breve intervalo em 1818, Francisco Lupi trabalhou na Nunciatura, desempenhando na altura da sua morte o ofício vitalício e hereditário de “Registatore delle Bolle e Brevi di Nunziatura”.  

Casou com Maria Soriana do Carmo, de quem teve seis filhos: José Maria Melchiades (n.1809), Joaquim José do Nascimento (n.1810), Carlota, João Evangelista, Miguel Angelo (n.1826) e Maria José, segundo os arquivos particulares de Frederico Lupi e de Maria José Lupi Caetano.

Miguel Ângelo Lupi
C.
Vicencia Antolini

Vicente Lupi
(n.1773-Roma)
(Militar)
 
Francisco Lupi
(Perugia)
(Empregado na Nunciatura)
C.
Maria Soriana do Carmo
José Maria Melchiades Lupi
(n.1809-Lisboa)
(Funcionário do Banco de  Portugal)
C.
Maria Cândida Corrêa
Joaquim José do Nascimento Lupi
(n.1810-Lisboa)
(Conselheiro do Reino)
C.
Bernarda Amélia das Dores
Carlota Lupi
Miguel Ângelo Lupi
(n.1826-Lisboa)
(Pintor)
João Evangelista Lupi
(Empregado na Nunciatura)
Maria José Lupi
C.
António Bandeira de Melo

 


(1) Podemos iniciar pesquisa sobre essa ligação em http://www.lupis.it/rami%20estinti.htm - veja o extrato abaixo [mdsl - 28/03/2008]

La linea di San Gimignano, Todi, Roma, Tivoli e del Portogallo Si trovano i Lupi in Toscana (fino al 1115 dominarono il territorio di Colle Muscioli), specialmente a S. Gimignano nel cui Consiglio Chelino Lupi sedeva nel 1276. I Lupi o Lupis di San Gimignano si divisero in due rami: il primo si estinse nel 1658 con Jacopo de Lupis, ed ebbe per secoli, nel porto di Pisa, una propria galera, come altre potenti stirpi Sangimignanesi; il secondo, iniziato nel 1300 da "Franciscus seu Franconus de Lupis", fiorì prima nel contado di Todi, signoreggiando sul castello e territorio di Montione che fu devastato nel 1306 e poi, avendo lo Statuto di Todi del 1338 esclusi i magnati tudertini, fra cui i Lupi, da ogni carica pubblica dimorarono con preferenza a Roma ove i discendenti di "Franciscus seu Franconus de Lupis " avevano le loro antiche case nel rione di Campo Marzio e sin dal 1382 furono compresi nel Catalogo delle famiglie nobili romane fatto all'epoca di Urbano Stemma dei Lupi di Pisa Questo ramo si estinse con Francesco Lupis, figlio di Gianbattista, deceduto il 29 agosto 1816. L'unica figlia, Antonia Filomena Lupis, sposò il conte Augusto Muccioli. Appartiene ai Lupis di Montione una tradizione francescana: l'aver donato a San Francesco una porzione di terra compresa nella loro signoria, sulla quale sorse I'"Oratorio di Monthione", che fu uno degli undici oratori fondati personalmente dal santo. Dalla stessa stirpe dei Lupis sangimignanesi provennero quelli di Canolo in provincia di Reggio Emilia, che furono signori del castello di Canolo dal secolo XII, e si estinsero nel Quattrocento con Antonio, figlio di Jacopo Lupis, feudatario delle terre e del detto castello. Stemma dei Lupi di San Gimignano I Luparini di Spoleto, provenienti anch’essi dai Lupis Sangimignanesi, sono una delle famiglie più antiche di quel patriziato, ed ebbero dal governo Pontificio il titolo di conte. Secondo D. Luiz de Lancastre e Távora, nel suo "Dicionário das Famílias Portuguesas", pagg. 232-233, Vicente (Vincenzo) Lupis di Roma, figlio di Michelangelo nato nel 1775, originario di San Gimignano, nel 1792 si imbarcò per la colonia portoghese di Goa, in India, da dove passò poi in Portogallo. Un suo fratello, Francisco Lupi,(n. ca. 1800) fu il padre del celebre pittore Miguel Angelo Lupi (Lisbona, 1826-1883), uno dei migliori ritrattisti portoghesi del XIX secolo. Dal primogenito di Francisco e di dona Maria do Carmo Gondim, dom Joaquim de Lupi, discendono i vari rami portoghesi della famiglia, alcuni ancora fiorenti, tra cui i Ferreira Pinto Basto Lupi, i Lupi Correia de Sampaio, i Lupi Ravara Bello, i de Moser Lupi. Questo ramo portoghese alzò per arma due lupi cotrorampanti tenenti una spada, ma si ignorano i colori.


 

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