Autismo

Que mundo estranho esse! Ou talvez nem tanto!!! O maior problema é a falta de aculturamento da questão. Só depois vêm outros aspectos, como o dos pais que não querem aceitar fatos, falta de paciência, ferramentas e profissionais disponíveis, custo, etc.

Tenho um filho com um grau leve de autismo. A mãe já estava intrigada desde o seu 1º ano de idade e eu, 6 meses mais tarde já reparei que de fato tinha algo diferente, quando tive de confrontar ausência de resposta a estímulo que qualquer ser responderia prontamente. Após passarmos à busca pelo que estaria acontecendo, trilhamos um longo caminho:
- As pessoas diziam à mãe que ela é que precisava de terapia,
- Os próprios profissionais de saúde, incluindo a sua pediatra, custavam a enxergar a situação que apesar de intensidade leve, era patente.
- Depois de verem, os profissionais não sabiam dar indicação firme.
- Terapias, exames, não há luz no fim do túnel.
- Decidimos investir em consultas nos melhores profissionais do Rio de Janeiro (fora do plano de saúde!)
- De um, nada, mas do outro, finalmente fez-se luz e tomamos o caminho firme e evolutivo que vimos levando até hoje 4 anos/2013.

A primeira dica que quero registrar, é o nome da profissional acima. Trata-se da Drª Carla Gruber Gikovate, sediada no Rio de Janeiro. Tudo o que soubemos sobre autismo, foi após Carla. Antes era a escuridão.

Num tentativa leiga de simplificar, poderia resumir que o autismo se refere a uma dificuldade de comunicação com um certo e eventual "desplugamento", que se refere ao mesmo assunto de comunicação.
A solução é entender a questão e encarar. As ferramentas são, acima de todas, amor, muito amor. Depois, paciência, coragem, perseverança, vontade, teimosia, resistência à frustração e, além de um longo "Et Cetera", não podemos deixara de citar, o dinheiro.

Listamos agora uma série de tópicos de interesse:

1) Dicas da Drª Carla Gikovate - Podemos muito bem começar por dar uma boa espiada no site da Drª Carla Gruber Gikovate (boa viagem...)

2) O autismo de Carly - Imperdível o vídeo de 10 minutos disponível no Youtube, sobre a história de Carly e a evolução do seu autismo severo. Mais do que emocionante, extremamente esclarecedora. Acesse este link, ou faça a sua própria pesquisa.

Como viu, com apenas 2 dicas a sua visão já evoluiu bastante, não é? Acrescentamos apenas mais uma referência legal e relações de filmes e de pessoas correlatos. O resto agora, é com você.

3) Lei 12764/12 - O dia 27 de dezembro de 2012 é um marco histórico na luta pelos direitos dos autistas no Brasil: nesta quinta-feira a presidente Dilma sancionou a lei 12.764, que cria a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo. Saiba mais em http://www.revistaautismo.com.br/noticias/brasil-cria-lei-federal-pelos-direitos-dos-autistas .

4) Alguns filmes recomendados:

Rain Man (1989) de Barry Levinson, com Dustin Hoffman, Tom Cruise, Valeria Golino, Lucinda Jenney, Bonnie Hunt e Barry Levinson: Charlie (Tom Cruise), um jovem yuppie, fica sabendo que seu pai faleceu. Eles nunca se deram bem e não se viam há vários anos, mas ele vai ao enterro e ao cuidar do testamento descobre que herdou um Buick 1949 e algumas roseiras premiadas, enquanto um "beneficiário" tinha herdado três milhões de dólares. Curioso em saber quem herdou a fortuna, ele descobre que foi seu irmão Raymond (Dustin Hoffman), cuja existência ele desconhecia. Autista, Raymond é capaz de calcular problemas matemáticos com grande velocidade e precisão. Charlie sequestra o irmão da instituição onde ele está internado para levá-lo para Los Angeles e exigir metade do dinheiro, nem que para isto tenha que ir aos tribunais. É durante uma viagem cheia de pequenos imprevistos que os dois entenderão o significado de serem irmãos.

Uma viagem inesperada (2004), de Gregg Champion, com Zac Efron, Aidan Quinn, Bubba Lewis, Jake Cherry, Jeremy Shada, Mary-Louise Parker, Alicia Morton, Mikki Val, Veronica Russell e Margaret Lawhon: Corrine descobriu o amor com os seus filhos. Corrine fica transtornada ao descobrir que não existia cura ou tratamento efetivo para a doença de seus filhos gêmeos Stephen e Phillip, o autismo. Para não se tornar prisioneira desta deficiência ela está determinada a propor uma vida normal aos garotos e começa uma jornada em busca desta nova vida. Ela terá que enfrentar muitos obstáculos para superar os preconceitos da sociedade e mostrar a capacidade de seus filhos. A sua dedicação é maior do que qualquer barreira e ela começa a ser aceita pelas outras pessoas. O que ela não esperava era a atenção e generosidade de Doug Thomas, que compartilha os seus problemas e participa de sua família. Tudo começa a mudar quando um de seus filhos é aceito em uma escola e o outro entra para a equipe de corrida cross country. 

Adam (2009), de Max Mayer, com Hugh Dancy, Rose Byrne, Peter Gallagher, Amy Irving, Frankie Faison, Mark Linn-Baker, Haviland Morris, Adam LeFevre, Mike Hodge, Peter O'Hara, John Rothman, Terry Walters, Susan Porro, Maddie Corman e Jeff Hiller: O jovem engenheiro eletrônico Adam acaba de perder o pai. Com dificuldades de se socializar, vive isolado em seu excessivamente organizado apartamento em Nova York. Sua rotina se transforma quando a atraente Beth se muda para o andar de cima. Inicialmente reticente com o comportamento estranho do vizinho, ela aos poucos passa a conhecê-lo melhor e a entender as razões por trás de suas dificuldades de comunicação. Percebendo o interesse de Adam e a profunda conexão que se formou entre eles, Beth resolve dar uma chance ao relacionamento.

Temple Grandin (2010), de Mick Jackson, com Claire Danes, Catherine O’Hara, Julia Ormond e David Strathairn: A vida de Temple Grandin, que conseguiu superar as dificuldades de seu autismo até tornar-se especialista no manejo de animais para o abate, além de responsável pelo avanço nos estudos relativos à sua condição. A história acompanha desde o período no qual estava prestes a ir para a universidade (no qual conhece a sua tia Anne e o professor Carlock, duas figuras importantes em sua trajetória) até o reconhecimento nacional de seu trabalho. O roteiro de Christopher Monger e Merritt Johnson (baseado nos livros de Grandin) também chama a atenção ao mostrar a peculiar relação com sua mãe, aqui vivida por Julia Ormond em performance discreta e eficiente.

4) Alguns nomes interessantes: Existem casos de personagens de destaque como o caso de Temple Grandin do filme acima, alguns mais e outros menos conhecidos, que estavam dentro do espectro autista, mais, menos ou especulativamente diagnosticados, que vale a pena citar para fechar esta página:

Nikola Tesla. Um gênio de mãos atadas, relegado ao esquecimento, a quem devemos a incrível invenção da complexa corrente alternada que torna viável o mundo atual (fácil depois que ele a inventou!). É dele, e não de Marconi (ou do padre Landim) a patente da invenção do rádio. A sua genialidade superou a imaginação mesmo da época atual. Veja no Youtube ou na Wikipédia.

Mozart. O maior gênio da música de todos os tempos.

Einstein. O menino que era ruim de matemática...! se acredita que também viveu dentro do espectro autista.

Galileu Galileu. Seria?!